Os dez gestos de amor que dizem que seu bebê te ama

khalaó | Blogue

Pouco a pouco, conforme o bebê vai adquirindo mais controle dos movimentos e estes vão deixando de ser involuntários, na expressão de seus afetos vai ocorrendo o mesmo. É muito emocionante para os pais observar a vontade própria nessas condutas de apego e gestos de amor do bebê, e responder ao seu charme e às suas mostras de afeto se torna muito atraente.

Essas provas de amor são geradas na intercomunicação com os pais e são aprendidas na medida em que aparecem diante deles afeto, proximidade, contato, tato, calor e alegria, entre outros. Assim, devolvem aos pais o que estão recebendo e interiorizando.

  1. Os sorrisos. Com os sorrisos os bebês manifestam seu bem-estar e nos vinculam e atraem para serem atendidos e cuidados. Ao redor dos dois meses, aparecem os primeiros sorrisos intencionais, com os quais buscam mais do que nos cativar: Comunicam seu prazer, ao mesmo tempo em que esperam outro sorriso que lhes acolha.
  2. O olhar fixo. Os bebês buscam um olhar que lhes faça sentir-se queridos, que lhes faça sentir-se o centro da experiência do cuidador e assim possam devolver um sorriso mais encantador e um olhar mais intencional, que reconheça seus pais como seu único mundo. Assim, o olhar, o ficar vidrado nos olhos da mamãe, é uma das condutas de apego que gera mais emoção nos pais, que a devolvem aos bebês, compartilhando seu estado emocional com ele.
  3. Busca com o olhar. Os bebês buscam as pessoas queridas e de referência com o olhar. Isso lhes motiva a se movimentar, a buscar a fonte do som familiar e agradável, a voz da mamãe ou do papai. À medida em que vão amadurecendo e são capazes de se movimentar, de andar, começam a explorar, se distanciam e voltam para comprovar que papai e mamãe estão perto e não perderam nenhum de seus movimentos. Precisam explorar sob o olhar dos pais, sentindo essa segurança e satisfação. Essa satisfação, esse afeto, é o reflexo da satisfação e do amor do cuidador.
  4. Choro de apego. Quando o bebê perde de vista seus cuidadores sente a angústia de separação e se produz o choro de apego. O choro também é uma conduta de aproximação, de afeto. O bebê manifesta seu mal-estar e a necessidade de estabelecer contato com seu cuidador. Um cuidador sensível e sintônico o acalmará.
  5. Os beijos. São inicialmente condutas exploratórias e de proximidade da boca ao corpo da mamãe, do papai, que progressivamente o adulto vai modelando e convertendo em beijos, em estímulos agradáveis e afetivos.
  6. Os balbucios. Por meio deles, são produzidas autênticas protoconversações nas quais o bebê modula sua voz e entonação com o cuidador, compartilhando um estado de atenção recíproca que gera um prazer mútuo e a experiência de ser o centro das atenções de seus pais. A atenção, o prazer bidirecional, o convidam a seguir experimentando até que apareçam as palavras.
  7. Levantar os braços. Outra conduta afetiva é levantar os braços para a mãe ou pai como chamada de apego, transmitindo-lhe: “preciso estar junto de você para sentir-me seguro”. A mamãe, o papai, constituem a base de segurança que permite ao bebê e à criança se inserir no mundo, para explorá-lo e conquistá-lo.
  8. Engatinhar buscando os pais. Conforme adquire maturidade e independência e vão aparecendo o rastejar, o engatinhar e o andar, o bebê se afastará girando a cabeça e se voltará às figuras de apego, à segurança. Levantará os braços e solicitará ser reconfortado.
  9. Necessidade dos pais quando experimenta mal-estar. Essa experiência permite ao bebê voltar a buscar o consolo de seus pais. Também é fundamental nos momentos em que deseja compartilhar uma descoberta ou uma conquista.
  10.  Imitação ou modela. Ambos são a base do vínculo e da comunicação entre os pais e o bebê. A relação se cria entre ambos. A resposta de um e de outro gera o interesse e a inte-relação. O bebê reproduz o gesto, a conduta de apego que acaba de emitir seu cuidador, mamãe ou papai. Essa imitação gera uma resposta no cuidador, que o leva a emitir uma nova resposta que é novamente reproduzida, e desta forma se põe em marcha um baile afetivo de comunicação e ressonância emocional.  

* Parte II do artigo “10 Pruebas de amor de que tu bebe te quiere”, por Maria Álvarez.

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